Esqueça o lugar-comum e escolha a festa que sua cara
Esqueça os uniformes de Mao Tsé-tung e as imagens de uma Pequim cinzenta. A vida noturna da cidade é variada, vibrante e multifacetada: há os KTVs (karaokê TV), que lotam de chineses movidos a uísque, jogando dados e pulando ao som das novidades do pop e do hip-hop; lounges onde são servidos coquetéis para gente da alta sociedade; modernas discotecas onde os laowai e clientes locais dançam ao som dos melhores DJs internacionais.
Embora falte ao entretenimento altamente comercial de Pequim um estilo mais underground, virtualmente inexistente, a vida noturna da cidade já percorreu um longo caminho desde a última década, quando os primeiros bares mais simples e clubes começaram a pipocar na região de Sanlitun.
Atualmente, os baladeiros podem escolher entre uma série de locais da cidade para sair. Staliun ainda tem uma infinidade de bares extravagantes, incluindo um dos primeiros – o Public Space, que abriu as portas em 1997, fez muito sucesso e agora está sob nova direção, mas em decadência –, enquanto nas redondezas de Gongti, ou do Estádio dos Trabalhadores, instalaram-se as grandes casas noturnas de Pequim (um negócio iniciado pela Babyface East, há alguns anos).
Os arredores do Parque Chaoyang também estão se tornando uma nova região para os clubbers, com muitos lugares abertos ao lado de um dos mais freqüentados de Pequim, o infame World of Suzie Wong; a oeste, a área de Houhai abriga inúmeros bares estilosos e algumas vezes baratos.
Os melhores DJs de Pequim usam vinil comprado pela internet, músicas em formato digital e softwares específicos, uma garantia de que os últimos lançamentos tocam na maior parte dos clubes. Nota-se, entretanto, que a música eletrônica e as discotecas atraem comparativamente menos público – a grande maioria da população local ainda prefere dançar ao som de hip-hop e R&B que fazem sucesso nos EUA.
O que não significa que a dance music não esteja crescendo. Pelo contrário, a cidade atrai inúmeros DJs internacionais. Enquanto o resto do mundo parece ter tido uma reação contra o fenômeno dos DJ superfamosos, a China permanece como um mercado lucrativo para esses artistas.
A capital do país não é exceção, e isso pode ser comprovado pela presença semanal de grandes nomes das cabines. Graças à criatividade e persistência de vários promotores, a cidade também tem aberto espaço para atrações de qualidade mas menos famosas ao redor do mundo, criando diversidade na vida noturna de Pequim.
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