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Introdução
A comunidade passa de 30 milhões
Pequim não é nenhuma São Francisco, mas tem se tornado notoriamente mais simpática aos gays nos últimos cinco anos. O padrão dos bares e casas noturnas melhorou, e agora há grupos de apoio, centrais de ajuda, revistas, clubes esportivos e atividades sociais que suprem as necessidades dos homossexuais da cidade, tanto garotos quanto garotas. O governo parece não se importar com isso, desde que os grupos permaneçam apolíticos.
De onde vem essa tolerância? Segundo observadores, o motivo principal para o apoio do governo é a necessidade de controlar as infecções por HIV. Muitos grupos de homossexuais tentam esquecer suas atitudes do passado enfatizando o trabalho que fazem hoje contra a Aids. A atração de turistas gays e o desejo mundial de ver a China mais tolerante e moderna são também outros grandes prováveis incentivos.
Mesmo assim, as mudanças acontecem aos poucos. A mídia estatal publica reportagens positivas sobre a comunidade gay – ‘a China tem 30 milhões de homossexuais, é melhor você se acostumar com eles’, diz a imprensa – e é provável que você veja personagens gays ou lésbicas nos programas de TV. Os legisladores trouxeram à tona a discussão sobre o casamento de mesmo sexo, mas a expectativa é que levem anos até que se torne lei. O governo abriu uma clínica de saúde gratuita para homens gays, mas reluta em fazer propaganda dela. E muitos gays e lésbicas continuam sendo pressionados a casar por volta dos 30 para terem um estilo de vida mais convencional e gerarem um neto.
O lado bom da história é que praticamente não há crime de intolerância. Também não existe nenhuma lei contra a homossexualidade – apesar de a polícia ocasionalmente invadir festas gay sob o pretexto do combate à prostituição. Os visitantes gays e lésbicas da cidade têm bastante diversão. A cena gay é muito acessível, e os hotéis costumam receber bem casais de mesmo sexo, mas é melhor deixar a troca de carícias para quando estiverem no quarto.
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