Selecione o País
Ferramentas
Newsletter

Arte/Lazer - Filmes
   Filmes

Nem só de kung fu vive a capital da China

O primeiro filme chinês, Conquering Jun Mountain, foi feito em 1905 por Ren Fengtai, dono do Fengtai Photo Studio de Pequim. Era a versão reduzida de uma ópera e deu o ponta-pé inicial para a dramática e turbulenta história do cinema chinês. Mais de um século depois, Pequim é sua cidade mais importante. É onde vive a maior parte dos produtores de filmes do país, onde eles estudam e desenvolvem seus projetos.


Nos primórdios, Xangai era o centro da produção cinematográfica chinesa. Foi também o berço dos anos dourados do cinema chinês, na década de 1930. Os teatros apresentavam filmes do mundo todo. A frutífera indústria de cinema nacional burlou restrições impostas pelo governo e colocou sexo, drogas e violência em suas produções. Mas os dias de glória duraram pouco. Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, o cinema se transformou numa mera ferramenta de propaganda.

E Mao enfatizou o papel dos filmes como instrumento político em detrimento à expressão artística. Assim que o Partido Comunista Chinês formou a República Popular da China, em 1949, o Beijing Film Studio e o Shanghai Film Studio foram fundados para controlar a indústria e produzir propaganda. A Beijing Film Academy, até hoje a maior escola do tipo no país, foi inaugurada logo a seguir e com o mesmo propósito.

 Com a Revolução Cultural (1966-72), a indústria cinematográfica parou completamente. Mais de 1,4 mil filmes foram banidos e muitos cineastas, aprisionados ou enviados a campos de trabalho forçado. Desde os tempos da Reforma, que começou em 1978, os filmes não são obrigados a mostrar operários, camponeses e soldados como heróis nem a classe trabalhadora como tema principal.

Apesar de os filmes lançados na China ainda hoje terem a preocupação de não ir contra o Partido Comunista, eles já não precisam mais enaltecer a ideologia para serem aprovados pela censura. A ênfase nos aspectos artísticos e comerciais em detrimento da política está mudando drasticamente a indústria cinematográfica chinesa.

A pós-reforma dos dias de hoje é amplamente mostrada pelos acadêmicos da Beijing Film Academy e da Central Drama Academy. A ‘Quinta Geração’ de cineastas – os primeiros alunos a serem admitidos na Academia desde a Revolução Cultural – ressuscitou o cinema chinês na década de 1980. Zhang Yimou (Milho Vermelho, Lanternas Vermelhas) e Cheng Kaige (Yellow Earth, Adeus Minha Concubina) mudou o modo como os filmes chineses eram compreendidos no exterior.

 Gong Li, formada pela Central Drama Academy e atriz dos filmes de Zhang até 1995, emergiu como a primeira grande estrela internacional da China. Os sucessores deles, a ‘Sexta Geração’ de cineastas, vieram depois do episódio de 4 de junho de 1989, na Praça da Paz Celestial, e trouxe nomes como Jia Zhangke e Wank Xiaoshuai.

Visões cínicas e sombrias da cultura urbana chinesa, impossíveis de serem exibidas no país, fizeram sucesso no circuito internacional de festivais.  Em 2000, Zhang Ziyi, também aluno da Central Drama Academy, tocou o coração de milhões com O Tigre e o Dragão (filmado no Beijing Film Studio), um sucesso de bilheteria nos EUA que abriu caminho para outros dramas envolvendo artes marciais, como Herói, O Segredos das Adagas Voadoras e A Maldição da Flor Dourada.


     
 

SUBMARINO VIAGENS

PESQUISE SUA PASSAGEM
  Cidade de origem:
  Cidade de destino:
  Data de ida:   Data de volta:
  Ida e volta   Somente ida
  Passageiros
Adultos
Crianças
Bebês

 





Copyright 2007 - Time Out Brasil e Grupo Estado. Todos os direitos reservados.