Com as Olimpíadas, os hotéis de Pequim estão ficando mais altos e melhores – mas a cidade ganha medalha de bronze pela qualidade e pelo preço dos quartos
Parece que nenhum setor está se beneficiando tanto dos Jogos Olímpicos de 2008 e do crescimento econômico da China quanto a indústria hoteleira de Pequim. Cada vez mais torres de hotéis aparecem no horizonte da cidade, e a construção constante não dá sinais de enfraquecimento.
Até o final dos anos 1970, pouquíssimos hotéis foram construídos em Pequim – naquela época, qualquer forma de luxo, como a ostentada pelos hotéis, era explicitamente proibida. Os visitantes tinham que ficar em alojamentos nada glamorosos ou em zhaodaisuos (centros de hospedagem).
Só quando a China começou a se modernizar, nos anos 1980, é que começou a haver um esforço para atrair estrangeiros e negócios para a cidade. Com muito espaço no mercado chinês e as previsões de que o país vai ultrapassar os Estados Unidos como o principal destino turístico até 2020, investir no setor hoteleiro de Pequim começa a fazer muito sentido.
As acomodações em Pequim vão de casas-pátio e albergues a palácios reais restaurados e hotéis modernos. Apesar do crescimento, no entanto, a maioria das hospedagens em Pequim é voltada para turistas de negócios, e são poucos os hotéis de luxo e hotéis-butique.
Para a maior parte dos visitantes, a qualidade dos serviços também é precária. A falta de uma cultura do serviço na China, combinada à falta de mão-de-obra especializada e bilíngüe, resultam numa dificuldade muito grande mesmo por parte de hotéis internacionais – a educação e o treinamento não conseguiram acompanhar o ritmo do progresso econômico. Mas isto está mudando, e a situação está melhorando.
Como era de se esperar, os melhores hotéis se concentram em torno da área central perto da Tiananmen e da Cidade Proibida. Já Qianmen, Gulou e Houhai oferecem acomodações mais autênticas em um cenário menos turístico, perfeito para estudantes e para quem não quer gastar muito. Em Chaoyang, qualquer hotel fica perto de um bom bar, restaurante ou loja, e a Financial Street agora tem três hotéis de redes internacionais para turistas de negócios.
O visitante não precisa se preocupar em ficar perto do centro, já que ir de um ponto a outro nesta cidade tão desorganizada sempre significa uma corrida de cerca de 20 minutos de táxi. Também vale lembrar que nem os hotéis cinco estrelas costumam ter serviço de transporte – por via das dúvidas, leve sempre uma anotação de seu destino no alfabeto chinês.
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