Às 20h08 de 8 de agosto de 2008, a 29a Olimpíada estará oficialmente aberta em Pequim. Serão os primeiros Jogos Olímpicos já realizados em solo chinês e um evento que, acredita-se, tem uma importância que transcende a da competição esportiva. Carrega enorme significado político e histórico.
Para receber 10.500 atletas competindo em 302 eventos de 28 modalidades esportivas, um número de jornalistas sem precedentes e inúmeros expectadores nos 17 dias de jogos, boa parte da infra-estrutura da cidade teve de ser reformada ou reconstruída. A população também sofreu com os preparativos das Olimpíadas: muitas casas foram desapropriadas, gerando protestos tanto na China quanto fora dela por parte dos que acreditam que, apesar de toda essa aproximação com a modernidade, o país ainda vive a opressão comunista.
Todo cuidado está sendo tomado para que os políticos não vão ultrapassar os limites do esporte e para que a China não saia do foco. O desespero para mostrar a ‘nova’ China é tão grande, que ninguém pensa em economizar na busca pelo título de melhor Olimpíada jamais realizada, para mudar a percepção errada que as pessoas têm da nação e transformar os mascotes olímpicos de Pequim – Nini, Huanhuan e Yingying – nos mais adorados. O que quer que aconteça, valerá a pena assistir. Estima-se que a audiência mundial da TV durante os Jogos atinja o número de 4,5 bilhões de telespectadores.
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