Estimulada por uma boa dose de rivalidade com as vizinhas, a capital do país prepara-se para se tornar o centro cultural do Golfo Pérsico
Menos de 50 anos atrás, o emirado de Abu Dhabi era um deserto inóspito, habitado por tribos de beduínos e pontuado por pequenos vilarejos. Sua empreitada inicial em direção à proeminência econômica foi resultado do cultivo de pérolas. Mas a recessão global desse mercado, e o desenvolvimento da agroindústria no Japão, puseram um fim à bonança e relegaram Abu Dhabi à posição de emirado mais pobre. A virada veio com a descoberta de grandes reservas de petróleo em alto-mar, em 1958, e a subseqüente ascensão do xeque Zayed. Há menos de 30 anos, a cidade ainda carecia de uma rede elétrica confiável e de estradas. Hoje, suas caras avenidas estão tomadas pelo tráfego pesado, e a cidade inteira está embarcando num processo de desenvolvimento (junto com a vizinha Dubai) sem precedentes.
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