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Introdução
Explore as bordas grosseiras de Roma
Até meados do século 19, Roma não tinha área residencial a seu redor, os romanos tinham que se espremer entre as antigas muralhas da cidade. A maior parte das moradias ainda se amontoava na área ao norte do Coliseu, com quilômetros de pomares e hortas para atravessar antes de sair pelos monumentais portões a sul e leste da pequena cidade. Após a Unificação da Itália, nos anos 1870, a capital cresceu muito rapidamente – primeiro entre os muros, depois se dispersando para fora, no que viria a ser chamado de campagna romana, um bucólico idílio celebrado por poetas e pintores. Se os palazzi erguidos imediatamente no entorno do centro storico no final do século 19 são monótonos, os prédios altos que engoliram o interior no pós-guerra são absolutamente horríveis. Há, entretanto, notáveis exceções ao impacto antiestético da Roma ‘moderna’: o palazzi Liberty (art nouveau), nas vie Salaria e Nomentana, por exemplo, e o memorável planejamento urbano fascista para a Exposição Universal de Roma. Em outros lugares, até mesmo os distritos menos inspirados arquitetonicamente ostentam algumas surpresas maravilhosas, que valem subir num ônibus ou metrô.
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