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Introdução
O ouro de Nero, os antigos banhos públicos e um pequeno número de igrejas num bairro onde os romanos com alto padrão de vida ignoravam os mais pobres
Quando a Itália foi unificada e Roma se tornou sua capital, em 1870, esta era uma área de jardins, vinhedos e ruínas. O lugar não permaneceu assim por muito tempo. Havia os novos administradores da cidade precisavam de escritórios e casas e, por volta de 1890, surgiu aqui um bairro de sólidos palazzi – uma imitação da capital piemontesa, Turim, onde morava o novo rei da Itália, Vittorio Emanuele II. Estas construções anônimas e pomposas atualmente parecem já ter tido dias melhores. As áreas ao redor das estações são em geral sombrias, e a Estação Termini (construída sobre um dos maiores imóveis, a Villa Montalto) não é uma exceção. Regularmente, a Prefeitura de Roma declara que a região está vivendo um ‘renascimento’ cultural. Talvez. Mas para apreciar seu charme – que não falta – você precisará usar toda a imaginação para ver o que se esconde aqui. Afinal de contas, era o lugar onde a vida real acontecia nos tempos antigos. Formando um único rione (bairro) até 1874, Monti e Esquilino continham algumas das áreas residenciais mais exclusivas da cidade antiga e sua pior ‘favela’, a pantanosa e mal-cheirosa Suburra, mais abaixo. No monte Esquilino, Mecenas – o grande benfeitor de Roma do século 1 a.C. – viveu com estilo num suntuoso palácio, entretendo convidados em seus auditórios com performances de obras dos poetas Horácio, Ovídio e Propércio. Aqui também morava Felice Peretti, também conhecido como Papa Sisto V, cujo refinado palácio fora demolido e deu lugar ao terminal ferroviário Termini. Na vizinha colina Oppio, Nero passava o tempo em sua Domus Aurea divertindo os convidados com seu som imperial.
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