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Passeios - Campo de Fiori e Ghetto
   
CAMPO DE FIORI e GHETTO

Becos sinuosos, grandes palazzi e vida exuberante

É difícil não se apaixonar pela área que se estende o sul, do corso Vittorio Emanuele até o rio Tibre: seus edifícios alegres, coloridos e colados uns nos outros, os becos estreitos de paralelepípedo e a mistura de colunas renascentistas e velhos blocos de travertino são o pano de fundo do cotidiano nas ruas romanas. É uma região de contrastes: o alegre mercado matinal no Campo de' Fiori e a dignidade solene da piazza Farnese; a exclusiva via Giulia, coberta de hera, e os artesões trabalhando ruidosamente nas ruas com o nome de suas atividades (via dei Leutari – fabricantes de alaúde; via dei Cappellari – chapeleiros). 


Descubra cada lugar devagar, a pé ou da mesa de algum de seus cafés e bares. Antigamente, parte dessa área fazia parte do Campus martius (campo da guerra), onde os romanos se exercitavam para a guerra. Com a proibição dos espetáculos teatrais tanto no lado mais tranqüilo quanto no lado mais agitado da cidade, era aqui que os antigos romanos se dirigiam para se divertir escondidos. O Teatro di Pompeo ocupava muito da área entre o largo Argentina e o Campo de' Fiori. Os teatros de Marcello e Balbus também ficavam aqui. Depois das hordas bárbaras amotinadas em Roma nos séculos 5 e 6, a região ficou em ruínas.


As velhas estruturas viraram pedreiras convenientes para material de construção; a glória de Roma fora construída sem planejamento e ainda com menos respeito durante a Idade Média. Na metade da Idade Média, esta área havia se tornado uma parte da cidade densamente populosa e altamente insalubre. Somente quando o ocupante do trono de São Pedro fez do Vaticano – do outro lado do rio – sua residência principal, no século 15, que a sorte desta região melhorou. Com a corte papal e seus vários fornecedores, os negócios progrediram. Ao leste da via Arenula, ruas estreitas e sinuosas e ruínas colossais formam o Ghetto, um porto pitoresco. Entretanto, o cartão postal tem uma triste história de preconceito, isolamento e, mais recentemente, deportação.


     

 





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