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O Panteão e a Piazza Navona
Lindas igrejas provêem alimento para a alma; os bares modernos do centro storico dão conta do resto Ela pode ser o centro e o coração do centro storico hoje em dia, mas a movimentada área ao redor do Panteão e da praça Navona ficava fora dos limites de Roma até a construção das Muralhas Aurelianas, no século 3. Este era o Campus martius (Campo marzio, ou Campo de Marte), uma planície inuncada cercada pelo do rio Tibre. Usada para treinamentos militares, deve seu nome ao altar aqui construído para Marte, deus da guerra. Para manter seus homens em forma, o Império Romano tinha uma vasta área para praticar. Na região, existiam luxuosas casas de banho construídas em mármore para limpar o suor, teatros para o entretenimento e grandes templos e monumentos para ajudar a fortalecer o conceito de império. Em forma de pista de corrida, a piazza Navona – construída sobre as ruínas do estádio feito pelo Imperador Domiciano e que comportava 30 mil pessoas – dá uma idéia da importância da área. Os bárbaros que saqueavam Roma durante o século 5 destruíram os aquedutos que abasteciam a cidade, levando a população a se mudar de uma cidade ferida para regiões mais próximas a sua fonte de água alternativa: o rio Tibre. O Campo marzio era a localização ideal. Cada parede conta histórias de uma constante renovação: grandes palácios foram construídos com pedras tiradas de unidades militares desativadas; cidadãos comuns também construíram despretensiosamente suas casas entre as ruínas. Ainda hoje, a área conserva esta diversidade: contessas vestidas com casacos de pele se misturam a aposentados, artesãos e ambulantes. É uma área com opções para a noite, com bons restaurantes e bares modernos. Mas, durante o dia, de volta ao trabalho: a correria dos turistas e das vendas de souvenirs acontecendo neste maravilhoso cenário.
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