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Contexto - Arquitetura
 
 
Imperadores e papas expressaram seu poder na forma de construções – um legado ainda visível na Cidade Eterna Mesmo se existisse no passado, a expressão ‘menos é mais’ não faria sentido para um romano. A maior parte da arquitetura romana é grandiosa, chama a atenção e, sempre que possível, expressa uma posição política.


Do principal Fórum antigo, com suas estátuas e templos de mármore, aos mosaicos das igrejas do século 12, do esplendor de São Pedro ao bairro EUR, construído do zero por Mussolini, o objetivo sempre foi maravilhar. O que fez Roma tão interessante, apesar disso – e que preenche as lacunas entre esses imponentes prédios, templos e igrejas – são as casas modestas e covas comuns, adicionadas através de eras: uma miscelânea de velho e novo, rico e pobre, que ainda é muito visível hoje.


E seja papa ou pobre, todos se apropriaram do passado, literalmente: colunas de templos pagãos adornam a maioria das igrejas; portas e estátuas de bronze antigas foram derretidas para uso em São Pedro e outras igrejas; e sarcófagos de patrícios romanos se tornaram bebedouros para gado e cavalos.


A reciclagem foi inventada aqui milênios atrás. Os tempos mudaram, mas as intenções continuam quase as mesmas. Embora não tenham o status de um imperador ou pontífice, os líderes da cidade contemporânea ainda gostam de deixar sua marca, comissionando novos trabalhos grandiosos assim como projetos que conservem e exaltem os tesouros do passado.



     

 





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