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Restaurantes/Cafés - Destaques 
   
Entre no chique

Em 2005, vimos uma manada de exuberantes restaurantes ser inaugurada, com preços exorbitantes e mesas suficientes para abrigar um show do U2. Em 2006, a tendência do bom gosto permaneceu, mas as fachadas bonitas apareceram em todos os tamanhos. Para nossa sorte, os preços são surpreendentemente baixos em vista de pontos tão elegantes. Se você não tem tempo para uma refeição completa, recomendamos que pelo menos passe no bar para um martíni bem-misturado: o ambiente estonteante vai elevar seu espírito. Dos novos restaurantes chiques, o mais impressionante (e barato) é o Alto (520 Madison Avenue, com 53rd Street, 1-212 308 1099). O aclamado chef Scott Conant, que fez fama no L’Impero, tem um verdadeiro cenário para seu menu italiano de fazer cair o queixo: enormes lustres brancos nos cantos, cardápios com capa de veludo liso branco e paredes que fazem as vezes de adega, com 7 mil garrafas de vinho, no salão principal. Na entrada, árvores enfeitadas com luzes piscantes emolduram umcorredor que incorpora um pedaço do Muro de Berlim. A comida une as criativas combinações de ingredientes de Conant com influências de toda a Europa: ravióli integral com recheio de porcini acompanhado de chucrute; truta defumada da Tasmânia com rabanete no bafo e blini de batata; e carpaccio de fígado de ganso defumado com mostarda de tomate verde, vinagre de figo e tiras de pão de ervas.


O estilo comum no Lower East Side pode ser exagerado, mas o Stanton Social (99 Stanton Street, com Ludlow Street, 1-212 995 0099) quebra a regra. Candelabros lindíssimos, banquetas de pele de lagarto e mesas em baias redondas retrô dão apenas um ar da elegância inspirada nos anos 1940 neste restaurante de três andares projetado pela firma AvroKo. O térreo tem um ambiente masculino, com paredes pretas e almofadas, enquanto o lounge no andar de cima, mais bonito, é dotado de elementos femininos, como telas florais japonesas pintadas à mão, luminárias e espelhos antigos. O chef Chris Santis criou 40 pratos internacionais feitos para compartilhar, todos com um tratamento especial. A sopa francesa de cebola chega em formato de bolinho; os hambúrgueres de Kobe e os rolinhos de lagosta vêm em pequenos pedaços; e os tacos de peixe são cobertos com um irresistível molho picante de manga e abacate. Perto do centro gastronômico do Lower East Side, o Falai (68 Clinton Street, entre Rivington e Stanton Streets; 1-212 253 1960) é um pequeno restaurante que causa uma ótima impressão. Este lugarzinho precioso tem apenas 40 lugares e decoração branco-sobrebranco: paredes brancas, piso branco, mesas e cadeiras brancas, tudo composto com velinhas brancas que dão um leve brilho ao lugar. O obsessão pelo branco continua no jardim dos fundos (aberto de maio a outubro), que mais parece uma casa de praia nos Hamptons do que um quintal. O chef Iacopo Falai, que já foi o chef de massas no Lê Cirque em 2000, prepara tudo fatto in casa – inclusive pão, chocolate e massas como o pappardelle de ervilha. Mas as sobremesas são sua praia, e o menu as divide entre classici (cannoli, zeppole) e non-classici (panna cotta com espuma de aspargo e vinagre balsâmico). Falais contratou um sommelier da famosa Enoteca Pinchiorri, de Florença, para coordenar a carta totalmente italiana, que inclui – adivinhe só – dez vinhos de sobremesa na taça.


Já ouvimos falar de restaurantes secretos antes, nunca vimos nada igual ao La Esquiña (106 Kenmare Street, com Cleveland Place, 1- 646 613 1333), antigo ponto de taxistas. Este é o primeiro desse tipo – e dificilmente será copiado. Serge Becker, que decorou o Lure Fishbar e é dono do Joe’s Pub, o consultor de restaurantes James Gersten, o arquiteto Derek Senders e o promoter Cordell Lochin se juntaram para comprar a antiga Corner Deli e transformá-la em três áreas de refeição e bar. Primeiro, a taqueria, um canto cromado com vestígios da lanchonete de 1970, como as paredes de painéis de madeira, bancos de bar e um cardápio rápido de tacos de peixe e tortas mexicanas. Depois vem o café casual, de 30 lugares, com paredes rústicas de madeira e prateleiras de livros e discos de vinil. Por fim – e melhor – o restaurante e lounge no porão, que parece uma gruta, onde se entra por uma porta na taqueria guardada por uma mulher com uma prancheta (é preciso confirmar reserva para poder entrar). Vale a pena brigar por uma vaga: um mundo subterrâneo de tequilas finas, murais de azulejo mexicano e um extenso menu que contém huitlacoche quesadillas e tostadas de siri.

     

 





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